Falta de conhecimento na atividade sucroenergética influenciou o fechamento de usinas

O Brasil chegou a ter mais de 430 unidades sucroenergéticas em atividade, mas, desde 2008, 79 unidades entraram em recuperação judicial (RJ) e 83 tiveram suas operações paralisadas. Vários são os motivos para esta crise, um deles foi a entrada de investidores sem expertise no setor sucroenergético.

De acordo com Dib Nunes Jr, presidente do Grupo IDEA, uma das principais consultorias do setor, grande parte dos novos players que acessou este mercado na década passada, não obteve o sucesso esperado, por não conhecer a cultura do setor ou por desconhecimento da complexidade da produção canavieira.

 “Agora esses investidores tentam se livrar do negócio, colocando o patrimônio adquirido à venda. Querem recuperar o que investiram, mas certamente contabilizarão pesadas perdas ao sair”, observa Dib.

Mas a falta de conhecimento sobre a agroindústria canavieira não se restringiu aos investidores, pior, também pesou sobre empresas contratadas para realizar a operação de due diligence – um conjunto de atos investigativos que devem ser realizados antes de uma operação empresarial.

“Muitos casos começaram com due diligences imprecisas e malfeitas, que não levantaram corretamente os problemas e riscos além de apurar índices de produtividades e rendimentos que apontaram para faturamento muito acima do seu potencial.

Com os seis anos de crise de preços do setor, a situação se agravou e essas empresas não atingiram os níveis de faturamento desejados. Algumas delas recorreram a chamadas de capital, outras simplesmente já passaram o bastão para credores ou fecharam as portas”, diz Dib Nunes, especialista na realização de due diligences – ao longo dos últimos anos, o IDEA realizou 44 avaliações desta natureza, sendo oito apenas no segundo semestre de 2016 e seis no primeiro semestre deste ano.

O especialista explica que os principais pontos de riscos encontrados estão ligados a contratos mal elaborados, contratos com elevada concentração de vencimentos e valores acima do mercado, elevada dependência de fornecedores de cana e de terras, canaviais com baixa produtividade, regiões com problemas climáticos, predominância de solos de menor fertilidade, relevo improprio para a mecanização, frota própria velha ou reduzida demais, elevado índice de terceirização em práticas agrícolas que exigem qualidade, resultados operacionais ruins nas operações de colheita e transporte, logística extremamente comprometida com longas distancias das áreas de produção, estradas ruins de acesso difícil às propriedades produtivas.

Segundo Dib, é importante também numa due diligence, avaliar o nível técnico do quadro de gestores em posição estratégica e seu comprometimento com as metas da empresa. Além disso, deve-se apurar os custos de produção das principais etapas do sistema produtivo e compara-los a indicadores de desempenho de fontes críveis.

A avaliação da eficiência dos serviços de apoio necessários às operações de campo, a possibilidade de expansão da lavoura e a imagem que a empresa tem junto a produtores de cana, proprietários de terras e prestadores de serviços da região são também muito importantes no prosseguimento das atividades.

“Há regiões onde a concorrência com outras empresas agrícolas e outros negócios são extremamente impactantes a ponto de deixa-las sem condições de recuperação de produtividade ou de redução de custos”. Embora o nível de credibilidade seja também medido pelo resultado financeiro, é também pelo cumprimento de compromissos assumidos com instituições financeiras e fornecedores. O prestígio que a empresa acumulou na região, pode ter um enorme peso na sua sobrevivência e seu sucesso.

O levantamento do CAPEX (despesa de capital) necessário para os próximos anos para recuperação da produção ou crescimento da empresa é também fundamental para que o investidor fique sabendo qual deve ser o capital a ser aplicado ao longo dos próximos anos.

As avaliações dos ativos biológicos darão a ideia do capital armazenado no campo, do seu potencial para produção de açúcar, etanol e energia elétrica e quanto a empresa precisara´ investir para garantir o faturamento futuro e o payback pretendido no negócio.

“Os potenciais investidores correm riscos muito grandes, quando a due diligence não é realizada por empresas experientes capacitadas para analisar todos estes fatores, que certamente poderão comprometer ou alavancar o negócio sucroenergético”, alerta Dib.

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16º Produtividade e Redução de Custos

AGENDA 2017

DIA 06 DE DEZEMBRO

08:00  RECEPÇÃO E CREDENCIAMENTO DOS PARTICIPANTES.

08:45   ABERTURA.
Dib Nunes Jr. (Grupo IDEA)

SEÇÃO 1: NOVAS TECNOLOGIAS QUE MELHORAM A PRODUTIVIDADE E REDUZEM CUSTOS

09:00   Impacto da nova geração de biológicos na produtividade do setor canavieiro – quebrando paradigmas.
Danilo Pedrazzoli (KOPPERT do Brasil)

09:15   CTC20BT – Redução de custos através da biotecnologia.
Alan Pavani (CTC – CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA)

09:45   Seleção automática de MPB de cana-de-açúcar.
Fernando Paes Lopes (MVISIA)

10:00  Como otimizar recursos com o uso de inteligência digital.
José Carlos Rufato (SYNGENTA)

10:20   COFFEE BREAK

10:50   Tecnologias e desafios da nutrição da cana. 
Gaspar Henrique Korndorfer (Universidade Federal de Uberlândia)

11:00   Incremento de produtividade e qualidade da matéria prima com uso de fisioativadores em cana-de-açúcar.
Edivaldo Luiz Panini (ARYSTA LifeScience)

11:10   Manejo de enxofre e micronutrientes em cana-de-açúcar.
Marcelo Boschiero (UNION AGRO)

11:30   Biofertilizantes e soluções nutricionais para a cana-de-açúcar. 
Renato Brandão (BIOSOJA)

11:50   Revitalização de solos na cultura da cana.
Fernando Dini Andreote (ESALQ – USP)

12:20   INTERVALO LIVRE PARA ALMOÇO 

SEÇÃO 2: SAFRAS, MERCADOS E ECONOMIA

14:20   O RenovaBio e as perspectivas sobre o futuro do etanol. 
Luciano Rodrigues (UNICA)

14:50   Plantio de cana com alta tecnologia: a entrega da área  pronta.
Juliano Barela (BAYER CropScience)

15:10   O que pode acontecer ao mercado do açúcar face às grandes intempéries  climáticas no mundo.  
Eduardo Costa Carvalho (SUCDEN)

15:40   Balanço da safra atual e expectativas para 2018/19.
Luiz Antônio Dias Paes (CTC – CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA)

16:10   COFFEE BREAK 

16:40   Produtividade de 3 dígitos em cana-de-açúcar através da irrigação inteligente e econômica.
Alexandre Gobbi (NETAFIM)

17:00   A evolução dos custos de produção de cana, açúcar e etanol na safra 2017/18.
Francisco Oscar Louro Fernandes (SUCROTEC)

17:30  A situação atual do mercado e o futuro do etanol no Brasil.
Tarcilo Rodrigues (BIOAGÊNCIA)


DIA 07 DE DEZEMBRO

SEÇÃO 3: AÇÕES NAS EMPRESAS PARA MELHORAR OS RESULTADOS OPERACIONAIS E FINANCEIROS. 

09:00  A evolução e ganhos financeiros proporcionados pelas variedades. 
Natália Calori (CTC – CENTRO DE TECNOLOGIA CANAVIEIRA)

09:30  A importância do momento da aplicação de herbicidas e dos gargalos operacionais sobre o custo de produção de cana-de-açúcar.
Luís Cesar Pio (HERBICAT)

10:00  O que o setor precisa para se recuperar. 
Pedro Mizutani (Grupo RAÍZEN /UNICA)

10:30  COFFEE BREAK

SEÇÃO 4: Mudanças de rumos na produção de cana-de-açúcar: O que estamos fazendo para virar o jogo? 

11:00  Estratégias ganha-ganha com funcionários e fornecedores de cana. 
Luiz Paulo Santanna (CEVASA)

11:30  Mudanças de rumos na produção de cana-de-açúcar:
A visão do produtor
Ian Erhard Dobereiner  (Grupo RAÍZEN)
A visão do consultor
Dib Nunes Jr. (Grupo IDEA/Dr. Cana)

12:30  Encerramento.


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Novo ciclo de expansão do setor ocorrerá em ritmo moderado

O Crescimento da atividade sucroenergética será um dos temas da palestra de Tarcilo Rodrigues, da Bioagência, que faz parte da programação do 16º Seminário de Produtividade e Redução de Custos   
 
As unidades sucroenergéticas precisarão aumentar novamente a produção de etanol para atender a elevação da demanda devido às mudanças que estão ocorrendo no mercado de combustíveis.
 
Essa avaliação é do diretor da Bioagência, Tarcilo Rodrigues, que será um dos palestrantes do 16º Seminário de Produtividade e Redução de Custos, programado para os dias 06 e 07 de dezembro, em Ribeirão Preto, SP. O evento é uma realização do Grupo IDEA.
 
Segundo este executivo, o aumento da alíquota do PIS/Cofins para combustíveis – que melhorou a competitividade do etanol – e a nova política de preços da Petrobras já causaram impacto no mercado. Além disso, o RenovaBio vai criar condições mais favoráveis para a participação do etanol no ciclo Otto.
 
“A situação é bastante positiva. Mas, é um desafio enorme”, ressalta. Para Tarcilo Rodrigues, não vai ser tão simples ampliar a capacidade de produção, porque o setor ainda está bastante “machucado” em consequência dos resultados dos investimentos durante o recente ciclo de expansão da atividade sucroenergética, que não foram tão favoráveis conforme estava previsto inicialmente.            
 
“Tudo será feito, agora, de maneira bem mais parcimoniosa. Não vai ser naquela velocidade, nem naquela euforia anterior. O mercado precisará se adaptar a esse novo ritmo. As usinas estão bem carregadas de dívidas. O processo vai ser mais lento”, acredita.
 
De acordo com o diretor da Bioagência, o setor terá que administrar uma situação bastante desafiadora, pois a demanda do etanol continuará em alta. “Haverá necessidade de abastecer o país. Existe hoje algo contundente neste sentido. Ao mesmo tempo temos que atender a demanda de açúcar. O Brasil tem uma participação grande neste mercado”, afirma.
 
Esses desafios serão abordados e debatidos no seminário do Grupo IDEA. Em sua palestra, Tarcilo Rodrigues vai falar também sobre as novidades que estão ocorrendo, no curto prazo, no mercado sucroenergético.
 
“Esse momento de mudança de perfil da produção de açúcar para etanol é bastante peculiar. A questão do PIS/COFINS já teve grande influência nisto. É um fato muito importante, que acaba impactando os dois mercados”, comenta.

Segundo ele, com os efeitos na formação do preço da gasolina provocados pelo PIS/COFINS, os mercados estão reagindo e permitindo uma alteração no mix. “No curto prazo, há o impacto dessa mudança. É um sinal que está sendo dado para o mercado mundial de açúcar, que tem superávit no momento. O Brasil vai fazer a parte dele e reduzir a oferta do produto”, diz.

Tarcilo Rodrigues considera positiva a nova política de preços da Petrobras. “O pior cenário é aquele que não se tem ideia do que vai acontecer. O setor está acostumado a trabalhar com adversidades. Momentos bons e ruins fazem parte do dia a dia das commodities”, observa.
 
Na opinião dele, é preferível ter uma situação definida, com regra que estabelece onde o preço vai chegar, do que uma situação em que a decisão fica dependente de poucas pessoas. “É muito melhor ter previsibilidade. O setor sabe participar desse jogo, porque o mercado de açúcar é assim: tem as oscilações para cima e para baixo. É preciso se adaptar ao preço ruim, proteger os preços bons e estar sempre atento aos movimentos”, afirma.
 
A palestra de Tarcilo Rodrigues será um dos destaques da programação do 16º Seminário de Produtividade e Redução de Custos – disponível no link http://www.ideaonline.com.br/evento-sobre/16-produtividade-e-reducao-de-custos-da-agroindustria-canavieira , que vai reunir renomados profissionais que atuam na cadeia produtiva do setor sucroenergético.
 
Serviço:

16º Seminário de Produtividade & Redução de Custos da Agroindústria Canavieira

Data: 06 a 07 de dezembro de 2017

Local: Centro de Convenções Ribeirão Preto

Endereço: Rua Bernardino de Campos, 999 – Centro – Ribeirão Preto – SP

Mais informações: (16) 3211-4770 – (16) 99711 4770 (whatsApp)

E-mail: eventos@ideaonline.com.br

Due diligence agrícola: importante instrumento para gestão e investimentos no setor sucroenergético – Por Dib Nunes Jr.

Na área agrícola das empresas do segmento sucroenergético, se concentra mais de 65% dos gastos do setor e é onde se encontram também os maiores problemas. É um campo propício para a realização uma due diligence. Para esta avaliação, são envolvidos diversos contingentes de colaboradores e os mais variados recursos de produção. Sua imprevisibilidade é alta e as situações encontradas são, muitas vezes, as mais inusitadas.

A maioria dos problemas se repetem, mas muitas tecnologias utilizadas são geradas e aplicadas quase que exclusivamente em suas próprias condições. Numa análise realizada por uma eficiente due diligence, se encontram muitos diferenciais competitivos e também se tornam visíveis os grandes desafios para quem está interessado em investir ou gerir um negócio sucroenergético.

As rotinas de relacionamento com o mundo do agronegócio, sejam fornecedores, parceiros, órgãos públicos e instituições comerciais, são com frequência muito particulares, seja no âmbito operacional, legal, comercial, financeiro ou estratégico. Muitas vezes a viabilidade da empresa está diretamente ligada a estes fatores.

Os principais pontos de riscos encontrados estão ligados a contratos mal elaborados, contratos com elevada concentração de vencimentos e valores de serviços acima do mercado, dependência de fornecedores de cana e de terras, canaviais com baixa produtividade, falta de tratos culturais, regiões com problemas ambientais, solos de menor fertilidade, relevo impróprio para a mecanização, frota velha ou reduzida com elevado índice de terceirização, resultados operacionais ruins nas operações de colheita e transporte, logística extremamente comprometida com longas distâncias das áreas de produção  ou por estradas ruins de acesso difícil às propriedades produtivas etc. etc.

É importante também, numa due diligence, avaliar o nível técnico do quadro de gestores em posição estratégica e seu comprometimento com as metas da empresa. Além disso, deve-se apurar os custos de produção das principais etapas do sistema produtivo de cana e compará-los a fontes seguras e atualizadas. A avaliação da eficiência dos serviços de apoio necessários às operações de campo, a possibilidade de expansão da lavoura e a imagem que a empresa tem junto a fornecedores, proprietários de terras e prestadores de serviços da região são também muito importantes.

Há regiões onde a concorrência com outras empresas agrícolas e outros negócios é extremamente impactante, a ponto de deixá-las sem condições de redução de custos. Embora o nível de credibilidade seja medido pela análise financeira e pelo cumprimento de compromissos assumidos com instituições financeiras e fornecedores, a imagem que a empresa acumulou na região pode ter um enorme peso na sobrevivência e no sucesso da mesma.

O levantamento do Capex (em português, despesas de capital ou investimento em bens de capital) necessário para os próximos anos para recuperação ou crescimento da empresa é fundamental para que o investidor fique sabendo qual deve ser o capital a ser aplicado. As avaliações dos ativos biológicos darão a ideia do capital armazenado no campo, do seu potencial para produção de açúcar, etanol e energia elétrica e quanto a empresa precisará gastar em custeio para garantir o faturamento futuro ou o pay back pretendido no negócio.

Os potenciais investidores correm riscos muito grandes, quando a due diligence não é realizada por empresas experientes e capacitadas para analisar todos estes fatores que certamente poderão comprometer ou alavancar o negócio sucroenergético.

Segundo informações levantadas pelo Grupo IDEA, consultoria especializada em due diligences, grande parte dos novosplayers que acessaram este mercado na década passada não obtiveram o sucesso esperado, por não conhecerem a cultura do setor ou por desconhecimento da complexidade da produção canavieira. Agora estão tentando se livrar do negócio, colocando o patrimônio adquirido à venda. Querem recuperar o que investiram, mas certamente contabilizarão pesadas perdas ao sair.

Muitos casos começaram com due diligences imprecisas e malfeitas, que não apuraram corretamente as capacidades, índices de produtividades e de rendimentos, apontando para faturamento muito acima do seu potencial. Com os seis anos de crise de preços do setor, a situação se agravou e os níveis de faturamento desejados não foram alcançados. Algumas empresas recorreram a chamadas de capital, outras simplesmente já passaram o bastão para credores ou fecharam as portas.

As empresas avaliadoras especializadas no negócio canavieiro, que realizam due diligences, precisam usar nestas avaliações, KPIs- Indicadores de desempenho técnico-operacionais atualizados e de alta credibilidade para fins de comparação com o mercado, além de estarem muito atentas aos dossiês preparados por aqueles que tentam valorizar demais seus ativos ou esconder ineficiências dentro da complexidade da produção canavieira.
Muitas vezes as diferentes realidades podem esconder verdadeiras armadilhas ou até mesmo tesouros, cujo desvendamento e elucidação podem determinar o sucesso ou o fracasso dos empreendimentos ou dos futuros investimentos.

O setor sucroenergético sempre trabalhou com margens estreitas que não permitem riscos ou obrigações muito elevadas a cumprir, pois tornam o empreendimento inviável. O levantamento bem balizado de dados é importante para alimentar as planilhas de modelagem financeira do negócio, usadas para decisões finais dos investidores ou simplesmente para gerir os atuais negócios.

O conhecimento da realidade da área agrícola de cada empresa avaliada é, portanto, trabalho a ser realizado por profissionais experientes, devidamente qualificados e que disponham de amplo conhecimento e expertise na identificação e no tratamento a ser dispensado a todas estas peculiaridades. Sua visão, avaliação e parecer embasam as decisões corretas e evitam muitas surpresas desagradáveis.

A melhoria dos cenários e a mudança de rumos da política econômica do Brasil estão atraindo novos investidores ao mercado. Porém, estão ainda muito mais cautelosos por causa da situação político-econômica do país e é claro, das empresas sucroenergéticas, procurando analisá-las com maior nível de detalhes antes de realizarem investimentos, seja para transferência do controle acionário, crescimento e ajuste da produção.

Um diagnóstico bem embasado poderá dar segurança aos novos entrantes ou aos gestores, identificando o real potencial produtivo e os gargalos da empresa avaliada, firmando-se nos principais pontos críticos ou favoráveis de cada caso, além de contribuir para detectar as possíveis ameaças e oportunidades inerentes ao negócio.

O Grupo IDEA realizou oito due diligences em empresas sucroenergéticas no segundo semestre de 2016 e já concluiu outras três neste ano. Portanto, somando-se a estes trabalhos recentes, esta consultoria, longo dos últimos anos, completou 47 avaliações desta natureza, contribuindo decisivamente para reduzir enormemente os riscos e auxiliar nas decisões de investimentos em empresas do setor.

As recentes buscas por due diligences demonstraram que os investidores voltaram a enxergar oportunidades de negócios neste setor no Brasil e o que mais nos chama a atenção é que as empresas existentes, mesmo aquelas que não estão em processos de transferência de controle acionário, entenderam que uma boa due diligence, também é um excelente instrumento para dar uma visão atualizada e direcionar as decisões para novos rumos.

due diligence começa a ser entendida como uma peça de gestão imprescindível para ser renovada de tempos em tempos, de modo a tirar as empresas da inércia e proporcionar visões mais claras para condução do agronegócio.

Bons ventos voltaram a soprar.  

Abraços!

Dib

Feriado?

Faz um bom tempo que não sei o que é feriado. Nesse agora, do dia 02 de novembro, o Grupo IDEA faz uma pausa e volta só na segunda dia 06/11.

O escritório pára. Eu não.

Bom feriado e bom descanso pra vocês!

Dib.

 

A cana agora tem plano de saúde

foto abre

Especialistas no setor canavieiro se unem e criam o Dr. Cana, um programa de consultoria com foco total nas melhores tecnologias e em ganhos de produtividade

Ao abastecer o veículo com etanol ou pegar um pacote de açúcar na gôndola do supermercado, o consumidor não imagina o quanto é complexo produzi-los. Mas essa não é a sua preocupação, o que importa, em primeiro lugar, é o menor preço, depois a qualidade do produto e, nos últimos tempos, acrescentou-se mais um item à lista: a sustentabilidade, ou seja: a produção não pode impactar o ambiente, ser nociva às comunidades do entorno e nem desrespeitar a legislação trabalhista.

Para se manterem vivas, as unidades sucroenergéticas precisam se adequar a este mercado cada vez mais competitivo e exigente. A ordem é produzir mais com menos. Mas isso não tem sido fácil. É que além de enfrentar a falta de políticas públicas de incentivo às energias renováveis e as crises econômicas  do setor e a do país , a atividade canavieira vive uma nova realidade da porteira para dentro: o canavial mudou – as máquinas passaram a dominar o campo; a prática da queima está praticamente extinta; a palhada da cana cobre o solo; aumenta a presença de doenças, pragas e plantas daninhas até então pouco expressivas; e, ainda, o setor desbravou novas fronteiras com diferentes condições de clima e solo. Esses fatores derrubaram a produtividade e, consequentemente, aumentaram o custo de produção.

João e Dib

Estão à disposição variedades de cana mais produtivas, voltadas à mecanização, personalizadas às características das diversas regiões produtoras e até a cana-energia e a cana transgênica resistente à broca. Os agroquímicos além de controlar pragas, doenças e daninhas contribuem para o aumento do teor de sacarose, outros controlam duas até três pragas ao mesmo tempo. O georreferenciamento mapeia os canaviais, registra falhas de ausência de biomassa e muitos outros detalhes. Drones realizam pulverização localizada. Quadriciclos fazem amostra de solo. Parte do plantio já é com muda pré-brotada (MPB). E a irrigação não é mais só para salvar o canavial, mas para obter maior produtividade por muito mais cortes.

No primeiro momento, essa gama de soluções tecnológicas parece facilitar a vida dos gestores sucroenergéticos, mas na verdade acaba exercendo maior pressão sobre eles. É que são muitas opções e variáveis, dificultando a acertada tomada de decisão para manter a saúde do canavial e da empresa.
Conhecedores dessa realidade vivida pelo setor, os profissionais Dib Nunes Jr – presidente do Grupo IDEA, engenheiro agrônomo especialista em produção, variedades de cana, gestão e qualidade – e João Carlos Abdo – engenheiro agrônomo especialista em gestão, planejamento e logística, – ambos com mais de 30 anos de atuação na área, estudaram uma forma que dê suporte aos gestores canavieiros para a adoção acertada das melhores práticas e tecnologias, que resultarão em ganhos de produtividade.

Dib observa que frente a essa diversidade de questões que envolvem o universo canavieiro, tornou-se necessário contar não com um consultor generalista, mas com um especialista em cada área. Para viabilizar essa solução com melhor custo-benefício para as empresas, Dib e João criaram o Dr. Cana, um programa de consultoria que abrange praticamente todas as etapas do processo produtivo, inclusive a gestão do negócio. O Dr. Cana reúne 16 experientes profissionais e o foco é obter a máxima produção de cana-de-açúcar. Com o conhecimento de seus especialistas, o Dr. Cana irá orientar as empresas sucroenergéticas sobre a dose certa e quando utilizar as melhores tecnologias disponíveis no mercado.

“O Dr. Cana abre uma mudança de conceito no setor. Até então, as usinas, quando surge um problema, buscam um consultor no mercado. Muitas vezes, é necessário que haja rapidez na análise, mas o consultor não está disponível, com isso, a empresa precisa ficar na lista de espera, além de pagar mais por se tratar de uma urgência. Outras vezes, o orçamento do ano já estourou, impossibilitando a contratação. O Dr. Cana funciona como um plano de saúde, onde o associado pagará uma mensalidade e terá à disposição vários especialistas durante o ano”, explica João Abdo.

Como funciona o Dr. Cana
Dr. Cana oferece duas opções de plano, a Gold com direito a cinco créditos por mês para serem trocados por serviços em consultoria para produção de cana-de-açúcar. E o Máster, que oferece oito créditos mensais. O cliente escolhe qual plano deseja. O Dr. Cana disponibiliza 164 módulos de serviços, cobrindo todas as etapas do processo produtivo da cana, cada módulo tem uma quantidade de créditos. Escolhido o serviço que lhe interessa, é só o cliente entrar em contato com a Central de Atendimento do Dr. Cana, pelo telefone (16) 3211-4770 para agendar a ida do consultor especializado à sua propriedade.

Segmentos de Serviço à Disposição
O associado escolhe O QUE QUISER e usa QUANDO QUISER, pois, terá créditos cumulativos para serem utilizados no período de vigência do contrato. “Se tiver para vencer o tempo e ainda restarem, cinco, seis créditos, podem ser direcionados para análises nematológicas e de fertilidade dos solos, ou ainda cursos de treinamento à distância ou mapeamento por satélites. Então, sempre haverá como utilizar os créditos oferecidos pelo Dr. Cana”, salienta Dib. Os serviços oferecidos são realizados na propriedade do associado e os créditos correspondentes a eles são descontados da cota mensal que faz parte do plano contratado.  O término do serviço só ocorre após recebimento de um relatório final.

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Vantagens do Dr. Cana
Para os criadores do Dr. Cana, são várias as vantagens dessa Consultoria Multidisciplinar, para começar, trata-se de uma Rede de profissionais altamente gabaritados do setor sucroenergético oferecendo seus serviços dentro de um único plano de consultoria para produção de cana-de-açúcar, o que abre a oportunidade de substituir um consultor generalista por vários especialistas.

João Abdo chama a atenção ao fato de que as consultorias realizadas pela equipe do Dr. Cana são exclusivamente com base em resultados e em casos de sucesso, já vivenciados por seus especialistas. Para Dib, essa consultoria multidisciplinar possibilita ao associado adequar sua previsão orçamentária e realizar um plano de melhoria contínua, estrategicamente preparado para que as unidades sucroenergéticas melhorem seus resultados, gerando um programa de desenvolvimento tecnológico de qualidade e gestão de empresa. Tudo isso, com uma excelente relação custo-benefício. “Os valores das mensalidades são abaixo do preço de mercado e os associados contam com um centro consolidado de excelência e tecnologia canavieira”, salienta Dib.

Entre em contato com a Central de Atendimento do Dr. Cana para saber mais e agendar a visita do consultor: 
http://www.drcana.com.br

Supremo Tribunal Federal lavou as mãos

Por Dib Nunes Jr.

No dia 11 de outubro de 2017, os brasileiros que ainda acreditavam no combate sério à corrupção e na punição dos políticos corruptos, sofreram um duro golpe e a maior das decepções: o STF decidiu que não têm competência para punir parlamentares que estão envolvidos até o pescoço em escabrosos casos de corrupção. 
Por seis votos contra cinco, o grupo de juízes chefiado por Gilmar Mendes, o “libertador” e guardião de Michel Temer, derrotou os juízes bem-intencionados que queriam ter o poder de fazer justiça contra políticos corruptos, que o povo brasileiro tanto deseja.

Li hoje nos jornais que destacado integrante da equipe da Lava Jato, o procurador de justiça Deltan Dallagnol declarou o seguinte: ”não surpreende que anos depois da Lava Jato os parlamentares continuem praticando crimes, pois estão sob suprema proteção. Parlamentares tem foro privilegiado, imunidade contra prisão e agora tem uma nova proteção: um escudo contra decisões do STF, dado pelo próprio STF”.

A decisão do colegiado do STF de repassar ao Congresso a palavra final sobre o afastamento de parlamentares de suas funções, foi um verdadeiro tiro mortal na credibilidade desta corte. O voto decisivo coube a ministra presidente Carmen Lucia, que num voto extremamente confuso e após citar que concordava com o competente juiz relator do processo Edson Fachin, ao encerramento de sua longa explanação, mudou repentinamente de posição, preferindo “lavar as mãos” e deixar para o próprio congresso decidir sobre o afastamento dos parlamentares acusados de corrupção e outros crimes. Certamente prestou um grande desserviço à nação. Isso foi o mesmo que entregar “linguiça para o cachorro tomar conta” que implica que dificilmente algum político corrupto será punido pelo nosso comprometido parlamento com a perda de seu mandato, nem mesmo deverá “ficar de castigo” `a noite em casa.

Para que servem as delações e gravações, se os mesmos juízes que votaram a favor da medida que favorece os corruptos, fazem de tudo para desconstruí-las, dizem que faltam provas, que são levianas e são fabricadas pelos delatores para se safarem da cadeia. Um absurdo só possível no Brasil. Nenhuma delação é totalmente falsa, pode ser incompleta, mas falsa não. Os delatores foram descobertos, confessaram os crimes e o pior, vivenciaram os fatos.

Assim o sr. Aécio Neves será logo reintegrado ao senado e em muito breve, esperem só para ver, o Eduardo Cunha vai pedir a anulação de atos judiciais do STF, que o levaram à perda do mandato e à cadeia. Aliás, todas as acusações contra políticos que estão à espera (longa espera por sinal) de julgamento, correm risco de não dar em nada ou dar em penas muito brandas. O STF que já era um foro preferido pelos políticos que arrasaram o país, agora, então, virou a grande tábua de salvação.

Nosso sistema político está falido, nossas leis são confusas. Tudo isso torna a nossa democracia frágil e por isso corre sérios riscos. O país vive num clima de extrema instabilidade política, com um presidente que tem 96% de desaprovação. A população descrente e desinformada, ameaça votar em radicais demagogos que prometem mundos e fundos para acabar com a corrupção que tirou do Brasil toda a credibilidade e nos mergulhou na maior recessão e onda de desemprego da nossa história.

Vamos ver no que vai dar o julgamento de Lula pelo TRF-4. Não é nada difícil esse cidadão se safar e conseguir se candidatar depois de tudo que fez por nós brasileiros. Já viu, né?

A pergunta que fica é só uma: até quando vamos aguentar?

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