Lavoura planejada traz ganho em produtividade

Um sistema de gerenciamento muito bem planejado baseado em metas é um grande aliado para a conquista de ganhos contínuos na melhoria da produtividade do canavial atrelada à redução de custos de produção. Foi esse sistema de gestão que Dib Nunes, presidente do Grupo IDEA apresentou em sua palestra Gestão Agrícola Produtiva durante o 10º Seminário sobre Produtividade e Redução de Custos na Agroindústria Canavieira.

Dib Nunes pontuou alguns fatores que levaram à quebra na produtividade, como excesso de confiança em modelos importados de outros setores da economia, visão errônea do setor com expectativas infladas, falta de  relacionamento com fornecedores do setor, busca por lucro imediato, relaxamento nos tratos culturais e qualidade nos serviços. Segundo o consultor, há mais de 20 anos os custos de produção de cana se situam em média 65% dos custos finais, porém neste ano subiu para 71%. “Esses custos se refletem na perda de competitividade”. Sem produtividade os custos não se reduzem, porque quase sempre, quando a produtividade cai, o custo da tonelada de cana aumenta. Quanto menos se produz, mais sobe o custo.

Para garantir ganhos e melhorias contínuas, Dib disse que é necessário realizar um Plano Diretor de Produtividade, considerando o potencial máximo  dos canaviais, estabelecer Metas para buscar melhorias contínuas em todas as fases do processo produtivo, subdividir a lavoura em blocos ou módulos de produção e aplicar o conhecimento de todas as alternativas tecnológicas disponíveis, desde a recuperação de solos até a correta escolha e manejo de variedades na colheita. Com o Plano Diretor de Produtividade pode-se estabelecer o potencial da lavoura por ambiente de produção, época de corte e estagio de corte além de dimensionar o quanto ainda pode-se melhorar com as tecnologias existentes.
“O plano diretor é um modelo de gestão que inclui Metas de produtividade agrícola, teor de sacarose, açúcar por hectare e custos por época de corte. Isso é ganho de gestão e tecnologia”, orientou o presidente do Grupo IDEA.

As metas, de acordo com Dib, devem ser estabelecidas para todos os módulos de produção. O Plano Diretor de Produtividade permite planejar com antecedência o plantio dos viveiros, definir as variedades de cana de acordo com os ambientes adequados para seu melhor desenvolvimento, planejar uma sequência organizada da colheita que permite colher a área em sua melhor maturação e numa significativa redução do custo de logística. E o mais importante: vai maximizar o potencial produtivo das variedades e principalmente estabelecer um Custo Teto para uma tonelada de cana e um quilo de ART a ser produzido. São Metas que moverão toda a equipe para um só objetivo, que é o de produzir mais com muito menos. “Sem um Plano Diretor de Produtividade, o gerenciamento agrícola se fará sempre por médias genéricas e quem trabalha somente com médias, dificilmente vai melhorar seus processos e colher melhores frutos” O IDEA realiza estudos locais para implantação do PDA-Produtividade e ajuda as empresas a estabelecer metas  realizáveis, além de analisar e recomendar as melhores tecnologias de produção a serem aplicadas a cada situação, maximizando os investimentos.

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